21 de dez de 2010

Bombeiros Civis: uma realidade

          Os bombeiros civis, criados pela lei nº 11.901/2009, são uma realidade no Brasil. Uma grande massa destes novos agentes de proteção civil estão se posicionando no mercado de trabalho e cada dia mais se sente a necessidade do serviço deles na Sociedade. Ao que parece, uma minoria de bombeiros militares não gostam da existência e da presença dos bombeiros civis. Estes em sua maioria se sentem hostilizados. Muitas das vezes os bombeiros civis revidam com agressões que são infundadas. Prova disso pode ser lido no sítio http://najaravieira.wordpress.com/2009/06/17/a-desmoralizacao-dos-bombeiros-civis-pelos-bombeiros-militares-do-df/#comment-7.

           Os bombeiros militares não são os "monstros" que os bombeiros civis dizem que são. Contudo, as corporações militares de bombeiros não podem deixar de cumprir seu dever de Estado de regular o processo de formação, aperfeiçoamento e especialização dos bombeiros civis, fiscalizar as escolas de formação destes novos profissionais, cadastrá-los para o exercício pleno da nobre profissão que escolheram, bem como avaliar a condição profissional, física e médica destes profissionais periodicamente, de modo que a renovação de seus registros seja condicionada aos resultados das avaliações realizadas. Bombeiros lidam com vidas e para tal precisam estar bem preparados para o exercício da profissão.

          Os bombeiros civis podem perfeitamente atuar como agentes complementares aos bombeiros militares, principalmente onde os BM não estão presentes. Daí a idéia de se desenvolver uma rede integrada de serviços de emergência. Nos municípios onde não há bombeiros militares, os bombeiros civis, sob o controle e fiscalização dos primeiros executariam o serviço. É impossível os Estados da Federação manterem sozinhos cerca de 200 mil bombeiros (que é o mínimo considerado aceitável internacionalmente) e equipamentos necessários para a execução dos serviços de socorro. A União e os municípios também têm que assumir as suas respectivas cotas-partes.

          Portanto, não existe lugar para bombeiros militares e civis ficarem discutindo de quem é o serviço que executam. Cada uma faz a sua parte, na respectiva espera de competência, como já foi debatido em artigos anteriores. É dever do Estado e direito de todo o cidadão brasileiro ter à sua disposição um serviço de socorro de qualidade e ele possa lançar mão dele sempre quando estiver necessitado.

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